sábado, 1 de outubro de 2016

Guia de Viagem a Lima, Cusco e Machu Picchu - Dicas de Machu Picchu


A cidade perdida dos incas é um destino que mexe com a imaginação. Não importa se é pela aura de mistério, pelas engenhosas construções erguidas por uma civilização pré-colombiana, pela beleza cênica ou pela soma de tudo, o fato é que todo mundo quer conhecê-la. Patrimônio Mundial da Unesco e uma das Sete Maravilhas do Mundo Moderno, a fama de Machu Picchu vem de longe. Ela foi o maior centro administrativo e religioso dos incas, erguido por volta de 1450, por ordem do governante Pachacútec. As ruínas do sítio arqueológico mais importante da América do Sul ficam 2.400m acima do nível do mar, encravadas na Machu Picchu, expressão em língua quéchua que significa montanha velha. A localização foi escolhida de forma criteriosa, no vale do rio Urubamba, com clima propício à agricultura, abundância de água e proteção contra inimigos. Apresentada ao mundo em 1911, pelo historiador americano Hiram Bingham, Machu Picchu é o ponto de partida para um roteiro histórico pelo legado dos incas. Mantém daquela época parte das construções e o posto de personagem principal da história. Mas os coadjuvantes dessa viagem não podem ser desconsiderados: margeando rios, cidadezinhas do chamado Valle Sagrado também mantém vivas estruturas e tradições de seus antepassados. Chegar exige disposição: partindo da capital paulista, são cinco horas de voo até Lima, 1:30 horas voando até Cusco, mais cerca de quatro horas entre ônibus e trem até Águas Calientes, também chamada de Machu Picchu Pueblo pela proximidade com as ruínas. O trecho ferroviário proporciona uma incursão pela paisagem, com direito a janelas que seguem o curso do rio, passeiam entre montanhas e pelas várias terrazas, jardineiras escavadas na encosta, primeiro ícone inca e onipresente no roteiro.

Existem duas opções para chegar a Machu Picchu: de trem ou a pé. 

Trem
Os trens para Machu Picchu saem de Poroy ou de Ollantaytambo com destino a Águas Calientes. Poroy fica a cerca de 30 minutos de Cusco, porém tem poucos horários de trem, e Ollantaytambo fica a 1:30 hora de carro de Cusco.
Existem duas companhias de trem que fazem o trajeto de Cusco para Águas Calientes:

Peru Rail 
Oferece as seguintes opções:
- Hiram Bingham
- Vistadome
- Expedition
          
Navegue no site e veja os trens e os detalhes dos serviços - Peru Rail
         
Inca Rail
Oferece opções para todos os bolsos:

- Premium Economy

Desenhado para pessoas com espirito jovem, que buscam aventura e que desfrutam de travessias em lugares exóticos, cheios de misticismo.

- Executive class

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- First class

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Mais detalhes no site - Inca Rail

Em Águas Calientes não existem muitas coisas para se fazer, então reserve um hotel próximo à estação e opte por dormir lá na véspera da sua subida para Machu Picchu. 
Caso seja o seu desejo, para voltar de Machu Picchu escolha Ollantaytambo e não Poroy, pois são 4 horas de viagem e é bem cansativa.
Para chegar na estação de Ollantaytambo, você pode aproveitar o ônibus do Vale Sagrado ou escolher pegar um taxi, uma van ou um ônibus comum (mais lento).  Atenção na escolha. O último trem parte de Ollantaytambo às 16:30 horas .

A pé
Nos últimos anos, surgiram opções de roteiros a Machu Picchu que tentam unir luxo e conforto a experiências culturais e atividades físicas. Uma delas é o pacote Lares Adventure, da Mountain Lodges of Peru (MLP) que desde março segue pelo Vale de Lares. O roteiro permite que você escolha, a cada noite, o que pretende fazer no dia seguinte: a caminhada pesada, que pode durar sete horas; a leve, que não passa de três horas; ou um passeio cultural, com visitas a museus ou casas típicas do interior do Peru. Todas preveem que parte do caminho seja feito em vans. 
Veja detalhes nos sites abaixo:

A curiosidade em torno de Machu Picchu ajuda a pular da cama, no dia marcado para a visita. O céu ainda não está claro quando os micro-ônibus começam a subir pela estrada que leva às ruínas e o melhor é embarcar em um dos primeiros, às 5:30 horas. O parque que guarda as antigas construções só abre às 6 horas, mas a fila para entrar começa ainda na madrugada. Abertas as cancelas, o acesso é rápido. E o prêmio para quem espera é a possibilidade de adentrar o local ainda vazio, cenário perfeito para as fotos. Uma porta de pedra marca a entrada da cidade e abre caminho para uma série de questionamentos. Como tudo isso foi construído? E como ainda está em pé? Basicamente graças ao fato de os incas serem excelentes arquitetos, com conhecimentos avançados de física e matemática. Mesmo tendo uma média estimada de 1,65 metro de altura, eles conseguiram extrair, carregar e polir enormes blocos de pedras para erguer as estruturas, com tecnologia desconhecida até hoje. As construções eram orientadas pelos astros para garantir que tivessem um melhor aproveitamento de luz e boa ventilação. Machu Picchu é dividida em dois grandes setores, além do posto de vigilância. A zona agrícola reúne mais de cem terrazas para cultivo e depósitos, enquanto a urbana é formada por escolas, casas, praças e templos sagrados. A cidade, que foi habitada por cerca de 800 pessoas, conta com sistema de coleta e canais para distribuição de água, além de complexa organização social. 
Dentro do parque, procure com o Guia as seguintes atrações:
Piedra Funeraria, Casa del Guardián, Sector Agrícola, Puerta Principal, Cantera, Plaza Sagrada, Templo de las Tres Ventanas, Templo Principal, Habitación de los Sacerdotes, Câmara de los Ornamentos, Intihuatana, Plaza Principal, Piedra Sagrada, Huaynapicchu, Acllahuasi, Barrio de los Morteros, Templo del Cóndor, Templo del Sol, Mausoleo Real, Casa de la Ñusta, Fuentes e Palacio Real.
Se quiser adicionar aventura ao roteiro clássico, compre um tíquete para subir ao topo da Wayna Picchu, montanha nova na língua quéchua. A atividade requer tempo, disposição e preparo físico, mas vale a pena pelas vistas aéreas da cidade perdida. O trajeto de ida e volta dura cerca de três horas, em caminhos estreitos que contornam a montanha e por centenas de degraus de pedra beirando precipícios. A trilha não é recomendada para quem tem medo de altura, pois chega 300 metros acima de Machu Picchu. Com calma, é possível chegar lá. Apenas 400 pessoas podem subir a montanha por dia, divididos em dois turnos. Na volta, o visitante tem tempo para passar pelos principais pontos da cidade perdida. Não deixe de conhecer a Rocha Sagrada - granito de 3 metros de altura por 7 metros de base que teria fins cerimoniais -, a zona dos templos – os do Sol, Terra, Três Janelas e Condor são imperdíveis -, e a Intiwatana – relógio criado na rocha para estudar o ano solar, determinar os solstícios e equinócios. Outra estrutura curiosa são as cuencas que acumulavam água e permitiam observar o reflexo do céu. Não se sabem os reais motivos que levaram a cidade a ficar escondida por tanto tempo, mas há varias teorias que podem explicar seu provável abandono. As duas hipóteses mais aceitas são consequências da invasão espanhola, em 1532. Alguns acreditam que a cidade foi isolada para garantir proteção e acabou vítima de uma epidemia que assolou sua população. Outros defendem que os moradores fugiram para Wilcabamba para evitar que os espanhóis encontrassem sua cidade sagrada.
A 90 quilômetros de Cusco, Ollantaytambo é mais do que a estação de embarque e desembarque para Machu Picchu. Lá as pessoas conversam em quéchua, o calçamento é todo de pedra, algumas casas mantêm tetos de palha e a configuração de vilas familiares dos incas. A cidade tem cerca de cinco mil habitantes e é a última parada para quem pretende chegar a Machu Picchu pela Trilha Inca, em quatro dias de caminhada. Acaba funcionando como ponto de passagem e para comprar os últimos itens antes da peregrinação. Quem tem tempo, pode (e deve) dividí-lo entre um passeio rápido pelo centro para conhecer construções incas originais e uma subida às ruínas que incluem uma fortaleza. Respeitada como centro administrativo do império inca, Ollantaytambo faz parte do chamado Valle Sagrado. Protegida do vento pelas montanhas e rica em água, essa região de terras férteis se estende por vários quilômetros, entre campos de plantação e pequenas cidades que tiveram grande importância dentro do império inca. Dedique algumas horas para conhecer Pisac, cidade 3.400 metros acima do nível do mar que conta com construções pré-incas. No complexo arqueológico que fica na parte alta da cidade, o que mais chama a atenção são as terrazas de pedra. Ligeiramente inclinadas, as estruturas ficam protegidas até de terremotos. Pelo formato côncavo, mantêm o calor necessário para a germinação. O melhor é que programe a visita para terça, quinta ou domingo, quando você poderá conhecer o mercado de artesanato indígena, outro atrativo famoso da cidade.

Para sua segurança e conforto, procure, no Brasil, agências especializadas em viagens a Machu Picchu, com consultores preparados para fornecer dicas adicionais e mais informações. Já saia do Brasil com passagens, hospedagens, transfers, trens e ingressos já comprados e confirmados. Ocorrendo qualquer problema na viagem você terá a quem recorrer.
Como sugestão:
- CVC

Confira o Mapa de Machu Picchu
Em Vermelho: Trilha Inca
Em Azul: Caminho do trem
Em 
Verde: Roteiro do vale Sagrado


Hotéis em Águas Calientes (Machu Picchu Pueblo) e Vale Sagrado

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