domingo, 14 de junho de 2015

Guia de Viagem a Lisboa - Roteiro Turístico Lisboa


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Baixa e Chiado

Comece subindo o Elevador de Santa Justa, alcançando as ruínas do Convento do Carmo, destruído pelo terremoto de 1755 e único exemplar de arquitetura gótica remanescente em Lisboa. Suba a Rua da Trindade e aprecie a fachada do Teatro da Trindade e, mais abaixo, entre na Igreja do Loreto e na da Encarnação.
Pela Rua Garrett chegue à Igreja dos Mártires e depois passe pelo Teatro de São Carlos, que é a ópera lisboeta, e pelo Museu do Chiado, na Rua Serpa Pinto. Descendo a sinuosa calçada do Ferragial atinja a seiscentista Igreja do Corpo Santo e, virando à esquerda pela Rua do Arsenal, a Praça do Município, onde se situam os Paços do Concelho, construídos em 1774, e muito alterados  até à versão atual, consolidada em finais do século XIX. Em direção a nascente situa-se a Praça do Comércio, porta de visita da cidade e sede de vários  ministérios.  
Continue pelo lado das estações fluviais, onde pode fazer um interessante Cruzeiro no Tejo, e entre no Campo das Cebolas, onde está a peculiar Casa dos Bicos. Prossiga pela Rua da Alfândega, onde se encontra a Igreja de Nossa Senhora da Conceição, de fachada manuelina.
Beba uma “bica” (cafezinho) ou almoce no bicentenário Café Martinho d'Arcada, local frequentado pelo poeta Fernando Pessoa, e passe por baixo do neo-clássico Arco da Vitória,  onde se inicia a Rua Augusta. Aprecie ali o comércio das grandes grifes até chegar à Praça D. Pedro IV, a que os lisboetas chamam Rossio.  
Vire à direita até à Igreja de S. Domingos, datada de 1241 e hoje com uma fachada do século XVIII. Depois, seguindo pela Travessa Nova, encontre o Teatro Nacional D. Maria II, com a sua fachada neo-clássica, de 1842, um edifício de raiz medieval, para utilização diplomática e depois sede da Inquisição até ao século XVIII. Pela Rua das Portas de Santo Antão chegue ao Palácio da Independência e à Praça dos Restauradores. Do lado oposto desta praça está o Palácio Foz, a neo-manuelina Estação ferroviária do Rossio e o Elevador da Glória, que dá  acesso ao Bairro Alto, com a sua vida boémia e noturna.
Em alternativa ao elevador, passe de novo pelo Rossio e suba as ruas do Carmo e Garrett, que constituem o Chiado, bairro queimado em 1988 e reconstruído sob orientação do consagrado arquiteto Siza Vieira, que assina este brilhante projeto.
Bairro Alto / Cais do Sodré

No cume do Elevador da Glória está o jardim e miradouro de S. Pedro de Alcântara e, subindo pela Rua D. Pedro V, com inúmeros antiquários, atinja Jardim do Príncipe Real, sob o qual se encontra o reservatório de água da Patriarcal, de 1864, visitável de 2ª a Sábado. Mais adiante estão os Museus de História Natural e da Ciência e o Jardim Botânico, Pelas ruas Miguel Pais e Monte do Carmo chega à Rua Cecílio de Sousa e, por uma escadaria, regressa ao Jardim do Príncipe Real, que vai atravessar para descer a Rua do Século e nela virar à direita para a Rua da Academia das Ciências, onde está a Academia e o Museu Geológico.
Pela Rua de S. Marçal suba até à romântica Praça das Flores, com os seus excelentes restaurantes. Descendo pela Rua de S. Bento, encontre diversos antiquários e, à esquerda, o Espaço por Timor, criado para apoiar o direito do povo maubere à autodeterminação e a sua corajosa resistência à ocupação indonésia. Do outro lado está o Palácio de S. Bento que alberga a Assembleia da República. Prossiga pela Av. D. Carlos I e verá o Chafariz Monumental da Esperança, do arquiteto Carlos Mardel, e depois, subindo a Rua do Poço dos Negros e a Calçada do Combro encontra  a Igreja de Santa Catarina e o magnífico Miradouro com o mesmo nome.
Desça pelo típico Elevador da Bica que o conduz à Rua e ao Largo de S. Paulo, datado de 1849, e ao Chafariz da Praça e Igreja de S. Paulo. Na Travessa do Carvalho aparece o edifício das antigas termas, os Banhos de S. Paulo e mais adiante, para nascente, passando pela Praça D. Luís I, o Mercado Municipal de 24 de Julho, construído em 1876.
No largo do Cais do Sodré, encontre um importante interface de transportes, onde se inicia a linha ferroviária de Cascais e existem acessos ao Metro e a transportes fluviais. No belo Passeio Ribeirinho, aproveite para degustar peixe fresco grelhado no carvão e depois suba a Rua do Alecrim, até ao Largo Luís de Camões e à Igreja de S. Roque. Entre então  no Bairro Alto, uma zona popular e com animada vida noturna, onde pode ouvir fado genuíno e passar uma noite divertida e sem problemas de segurança.
Estrela / Prazeres  - Alcântara / Docas

Comece o passeio pelo Jardim da Estrela e o seu coreto de ferro: Autocarros(ônibus): 9, 27 e Elétricos (bonde) 25, 28. Em frente ao jardim fica a Basílica da Estrela, em estilo barroco tardio e neoclássico e com 4 colunas e respectivas estátuas que representam a Fé, a Liberalidade, a Adoração e a Gratidão e duas grandes estátuas de mármore da autoria de Machado de Castro.
Pelas ruas Domingos Sequeira e Saraiva de Carvalho alcance a Praça São João Bosco e o Cemitério dos Prazeres e depois, pela Rua Possidónio da Silva, a Tapada das Necessidades e os seus excelentes jardins de cactos. Ali fica o Palácio das Necessidades, erguido no séc. XVIII, que alberga o Ministério dos Negócios Estrangeiros e de cujo largo fronteiro se vislumbra a ponte 25 de Abril, inaugurada em 1966 e que é muito parecida com a Golden Gate de S. Francisco, e ainda o monumento a  Cristo-Rei, na margem Sul do Tejo. No Chafariz, de 1747, observe uma cruz de bronze sobre esfera de espinhos e um obelisco de mármore rosa. Desça  depois a calçada do Sacramento até ao popular bairro de Alcântara e a  Praça da Armada, com vários excelentes restaurantes e tascas a preços acessíveis. Continue pela Calçada da Pampulha até à Rua das Janelas Verdes: de um lado, o Chafariz Monumental no Largo Dr. José Figueiredo e do outro o Museu Nacional de Arte Antiga. Ao lado, no Jardim de 9 de Abril, observe o Tejo e o seu porto. Em frente ao jardim está o Palácio da Cruz Vermelha e as escadarias de acesso à Av. 24 de Julho. Atravessando esta e a linha-férrea em direção ao rio, vire à direita na Av. Brasília e passeie pela Doca de Alcântara onde se encontra a Gare Marítima com grandes painéis do modernista português Almada Negreiros.
Vá a pé pela Doca de Santo Amaro, recheada de esplanadas viradas para o rio, e de bares e discotecas com uma intensa “movida” diurna e noturna. Regresso ao centro pelos autocarros (ônibus) 14, 32, 43, 28.
Mouraria / Castelo / Alfama

O passeio começa junto à estação de Metro do Martim Moniz, na Rua do Capelão. Siga pela Rua da Mouraria até à Igreja da Senhora da Saúde, com belos azulejos e altar em talha, visitável de tarde e quando há missa. No renovado Largo do Martim Moniz fica o peculiar e multiétnico Centro Comercial da Mouraria. Entre no pitoresco bairro da Mouraria pelas Escadinhas da Saúde e prossiga pelo Largo da Rosa, com o Convento do mesmo nome e a Igreja de S. Lourenço.
Continuação pelo largo da Achada, pela Igreja de S. Cristóvão e, subindo a Calçada Marquês de Tancos, encontre o Mercado Municipal do Chão de Loureiro, que integra alguns ateliers de artistas plásticos e uma bela esplanada. Pela Rua da Costa do Castelo passa pela Escola de Circo do Chapitô e, descendo as Escadinhas de S. Crispim, atinge a Rua de São Mamede, com o Palácio do Correio Velho à esquerda. Pela Travessa do Almada vai à Igreja de Santa Maria Madalena. Da Rua da Sé chega-se ao Largo de Santo António, com tascas e o Museu Antoniano, que encerra às Segundas. Mais acima fica a Sé Catedral, de 1147, onde pode visitar o Tesouro da Sé e as ruínas romanas.  
Suba a Rua Augusto Rosa até ao Miradouro de Santa Luzia e aprecie as  vistas do Tejo e do Bairro de Alfama. Mas falta ainda o indispensável Castelo de S. Jorge - Centro de Interpretação da Cidade. Chega-se lá via Rua de S.Tiago e com o apoio do mapa. A arquitetura justifica bem o esforço. Nos jardins do castelo desfrute as soberbas vistas da cidade e estuário. Saia, virando à esquerda para a Rua do Chão da Feira, e pelo Largo Mor até à Igreja de Santa Luzia. No largo das Portas do Sol pode admirar a paisagem, visitar a Fundação Ricardo Espírito Santo e suas Oficinas e posteriormente descansar numa das esplanadas. Ou então descer pelas escadarias do arco à direita, até à Igreja do Largo de S. Miguel, seguindo até ao estreitíssimo Beco do Carneiro e à Igreja de Santo Estêvão. Pela Rua dos Remédios chega ao Largo do Chafariz de Dentro - Casa do Fado e da Guitarra Portuguesa. E, se for Junho, quando se realizam as Festas Populares, mergulhe na imensa animação popular. Mas, se estiver cansado, é melhor entrar num táxi e ir repousar um pouco.

Belém

Esta é a zona ocidental da cidade, que reúne um conjunto de monumentos e equipamentos culturais de grande qualidade. Autocarro (ônibus): 14, 27, 29, 43, 49, 51. Elétrico (bonde): 15. Combóio (trem): estação de Belém, na linha do Cais do Sodré a Cascais.
Comece pelo Palácio de Belém, residência do Presidente da República, e  coma um pastel de Belém na famosa fábrica e pastelaria da esquina. Suba a Calçada do Galvão até ao Jardim-Museu Agrícola Tropical e volte a descer até ao Mosteiro dos Jerônimos e ao Museu de Arqueologia. Visite também ali o Planetário Gulbenkian e o Museu de Marinha. Entre no espetacular Centro Cultural de Belém, obra de Vittorio Gregotti e Manuel Salgado, onde pode almoçar com vista para o Tejo e para o jardim de Belém. Percorra o túnel sob a estrada e visite o Padrão dos Descobrimentos, subindo de elevador até ao topo, reparando na grande Rosa dos Ventos desenhada no solo. Caminhe depois pela beira-rio, em direção a poente, até ao Museu de Arte Popular. Mais adiante, passe pela Doca do Bom Sucesso e chegará à famosa Torre de Belém.
Depois da visita, passe pelo Forte do Bom Sucesso e utilize o viaduto sobre a Av. Brasília para subir a Av. Torre de Belém até entrar na rua de Pedrouços onde pode tomar o 15 do elétrico (bonde) até à praça Afonso de Albuquerque e a estação fluvial de Belém. Um pouco mais a Nascente visite o Museu da Eletricidade e descanse numa das esplanadas ribeirinhas. Autocarros (ônibus) para o centro:  carreiras (linhas) 14, 28, 43, 49, 51.

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